A força da aceitação
Como diz Madonna: “A razão pela qual
a intolerância, o racismo e a homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo
de seus próprios sentimentos, têm medo do desconhecido”.
Todos os pré-conceitos existentes
hoje são frutos de uma falta de reconhecimento pessoal de cada cidadão perante
a sociedade.
A maioria das diferenças existentes
no âmbito social do mundo atual é devido à intolerância, à falta de aceitação
diante de um elemento contrário a uma regra moral, civil, física ou cultural.
Tais intolerâncias podem ser
hereditárias, passadas de pai para filho, de geração para geração; onde
determinado grupo não aceita ações contrárias às que eles estão habituados. Ou
ainda, surgidas ao longo da vida, perante o grupo de relações em que
determinado indivíduo convive; e, ainda pior, a intolerância pessoal, que surge
a partir do temor que o próprio indivíduo tem de conhecer o que ele ainda não
aparentou, o que ele ainda não experimentou, o que ele ainda não demonstrou.
São fatos diários evidenciados em
acontecimentos de racismo, preconceito, homofobia, sexismo, etnocentrismo,
machismo, dentre outros. São episódios muitas vezes constrangedores para o
agressor e para a vítima, que se sente indefesa e humilhada, tanto física como
psicologicamente, e que em casos mais graves pode levar a transtornos mentais
irreparáveis.
Mas se engana quem pensa que tais
problemas são somente da década presente. Isso vem de muito tempo, está
enraizado em cada canto de terra que compõe cidades, países e o mundo todo.
A intolerância é considerada a maior
deficiência do ser humano capaz de dificultar quase que totalmente a
convivência, impedindo aos mesmos que aperfeiçoem seus espíritos e que possam,
com o tempo, adquirir mentalidade suficiente para aceitar opiniões contrárias
as suas.
A possibilidade de solução é educar
as crianças no sentido da flexibilidade psicológica, onde ideias alheias e
antagônicas às suas não arranhem a convivência harmônica, possibilitando à raça
humana que todos se respeitem e sejam respeitados, vendo nos outros a
capacidade de crescer psicologicamente e refletir sobre nossos pré-conceitos,
muitas vezes impostos por uma sociedade anulada de bons caráteres.
Aluna Guerra e Aluno Weber
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