sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A biotecnologia e uso dos alimentos transgênicos



A tecnologia vem se aprimorando cada vez mais e muitas vezes tal aprimoramento pode causar certas “revoluções”; como é o caso da agropecuária. Ao integrar a indústria e a pesquisa nos campos da agronomia, química, biologia e engenharia acarretou uma revolução a partir do momento em que foram implantadas as tecnologias de ponta na agropecuária. Um dos mais atuais exemplos disso é a biotecnologia, que consiste no desenvolvimento de técnicas para emprego de material biológico (microrganismos, enzimas, células) na indústria. Além de utilizar a engenharia genética – que trabalha com organismos vegetais e animais geneticamente modificados – trabalho também com conhecimentos das áreas de microbiologia, bioquímica, química e informática. Tem como produtos os alimentos, bebidas, produtos farmacêuticos, pesticidas e inovações no cultivo de mudas.

Como em todo e qualquer lugar, a intervenção humana nos ciclos vegetativo e animal possui interesses produtivos; com a finalidade de melhorar as espécies por meio da realização de cruzamentos e da seleção dirigida. Para que esse “interesse produtivo” viesse realmente á tona, no século XX, desenvolveu-se a transgenia, uma manipulação mais avançada, que inclui a transferência e a modificação controlada de genes.

Sendo assim, genes de espécies animais e vegetais e de microrganismos são retirados e incorporados ao DNA de outro organismo receptor, chamado organismo transgênico ou organismo geneticamente modificado (OGMs).

Desde a década de 1990 a plantação de transgênicos já é uma realidade no mundo. Em 2005 8,5 milhões de fazendeiros de 21 países já tinham culturas geneticamente modificadas, ocupando mais de 100 milhões de hectares. Do total de cultivo de soja no mundo, 56% é OGMs. Nos Estados Unidos essa porcentagem é de 83%.
A intensão principal dessas modificações genéticas ocorrem é o intuito de tornar os produtos – como soja, milho, canola e algodão – tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos. O mercado desses segmentos movimenta bilhões de dólares e envolve companhias gigantes, como as estadunidenses Monsanto e Syngenta e as europeias Du Pont, Basfm Bunge e Bayer.

Postado por: Carolina Fontana

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