Trabalho e Sociedade
“Poderíamos dizer que
o trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas. E, se o trabalho
existe para satisfazer nossas necessidades, fomos nós que o inventamos.”
● Nossa sociedade atual –
É caracterizada pela complexidade das tarefas relacionadas à produção.
● Produção nas sociedades tribais –
É integrada ao meio ambiente e a todas as demais atividades. As tarefas
relacionadas à produção não compõem, assim, uma esfera específica da vida, ou
seja, não há um “mundo do trabalho” nas sociedades tribais.
● Escravidão e servidão –
Na Grécia e em Roma, era o trabalho escravo que garantia a produção suficiente
para suprir as necessidades da população.
Da antiguidade até a idade média, as
concepções de trabalho apresentam variações, mas poucas alterações. Sempre muito
desvalorizado, o trabalho não era o elemento central, o núcleo que orientava as
relações sociais. Estas se definiam por hereditariedade, pela religião, pera
honra, pela lealdade e pela posição em relação às questões públicas. Eram esses
os elementos que permitiam que alguns vivessem do trabalho dos outros.
● Labor, poiesis e práxis –
Os gregos utilizavam tais palavras para expressar suas três concepções para a
ideia de trabalho.
Labor – Esforço físico
voltado para a sobrevivência do corpo. Exemplo: cultivo da terra.
Poiesis –
É o ato de fazer, de fabricar, de criar algo mediante o uso de um instrumento
ou com as próprias mãos. Exemplo: artesão e escultor.
Práxis –
Palavra como o principal instrumento. Utiliza o discurso como um meio para
encontrar soluções voltadas ao bem-estar dos cidadãos. Exemplo: política, vida
pública.
● Bases do trabalho na sociedade moderna – Fim do período medieval + emergência do mercantilismo
e do capitalismo à o trabalho passou de atividade penosa e torturante à
algo positivo.
Para
que a mudança do modo de trabalho atual para o assalariado ocorresse foi
preciso:
-
Separar a casa e o local de trabalho;
-
Separar o trabalhador de seus instrumentos;
-
Tirar a possibilidade do próprio trabalhador conseguir a matéria prima.
Quem
havia acumulado riquezas (comerciantes e industriais), passaram a financiar,
organizar e coordenar a produção de mercadorias, definindo o que e quanto
produzir.
Isso
aconteceu por dois processos:
Cooperação simples – Mantida a hierarquia da produção artesanal, entre o
mestre e o aprendiz. O artesão ainda desenvolvia todo processo produtivo.
Processo de manufatura – O trabalhador até continuava a ser artesão, mas não
fazia tudo, do começo ao fim. O sapato era feito a muitas mãos, como numa linha
de montagem.
A manufatura
foi o segundo passo para o surgimento do trabalhador
coletivo. O produto tornou-se resultado das atividades de muitos
trabalhadores. E o trabalho transformou-se em mercadoria que podia ser vendida
e comprada.
Surge
então a maquinofatura, onde o espaço
de trabalho passou a ser, definitivamente, a fábrica. Com isso, ocorreu o
convencimento do trabalhador de que a situação presente era melhor que a
anterior. Diversos setores da sociedade colaboraram para que essa mudança
ocorresse:
- As
igrejas diziam que o trabalho era um
bem divino e que quem não trabalhasse não seria abençoado. Não trabalhar era
pecado.
-
Os governantes criaram varias leis e
decretos que penalizavam quem não trabalhasse.
- Os
empresários desenvolveram uma
disciplina rígida do trabalho.
-
As escolas passaram às crianças a
ideia de que o trabalho era fundamental para a sociedade.
Na
vida real, a história era bem outra. O trabalhador era “livre”, não era mais
escravo nem servo, mas trabalhava mais horas do que antes.
Max Weber afirma que isso era necessário para que o capitalismo
existisse.
Não
foi fácil submeter o trabalhador às longas jornadas e aos rígidos horários,
pois a maioria não estava acostumada a isso.
·
A santa
segunda-feira.
Trabalho realizado por: Carolina Fontana, Caroline Guerra, Diego Flores, Fernanda Franken e Vitor Weber.
Disciplina: Sociologia
Professora: Ledi Fontana
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