sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Trabalho e Sociedade

     “Poderíamos dizer que o trabalho existe para satisfazer as necessidades humanas. E, se o trabalho existe para satisfazer nossas necessidades, fomos nós que o inventamos.”

● Nossa sociedade atual – É caracterizada pela complexidade das tarefas relacionadas à produção.
● Produção nas sociedades tribais – É integrada ao meio ambiente e a todas as demais atividades. As tarefas relacionadas à produção não compõem, assim, uma esfera específica da vida, ou seja, não há um “mundo do trabalho” nas sociedades tribais.
● Escravidão e servidão – Na Grécia e em Roma, era o trabalho escravo que garantia a produção suficiente para suprir as necessidades da população.
            Da antiguidade até a idade média, as concepções de trabalho apresentam variações, mas poucas alterações. Sempre muito desvalorizado, o trabalho não era o elemento central, o núcleo que orientava as relações sociais. Estas se definiam por hereditariedade, pela religião, pera honra, pela lealdade e pela posição em relação às questões públicas. Eram esses os elementos que permitiam que alguns vivessem do trabalho dos outros.
● Labor, poiesis e práxis – Os gregos utilizavam tais palavras para expressar suas três concepções para a ideia de trabalho.
Labor – Esforço físico voltado para a sobrevivência do corpo. Exemplo: cultivo da terra.
Poiesis – É o ato de fazer, de fabricar, de criar algo mediante o uso de um instrumento ou com as próprias mãos. Exemplo: artesão e escultor.
Práxis – Palavra como o principal instrumento. Utiliza o discurso como um meio para encontrar soluções voltadas ao bem-estar dos cidadãos. Exemplo: política, vida pública.
● Bases do trabalho na sociedade moderna – Fim do período medieval + emergência do mercantilismo e do capitalismo à o trabalho passou de atividade penosa e torturante à algo positivo.
Para que a mudança do modo de trabalho atual para o assalariado ocorresse foi preciso:
- Separar a casa e o local de trabalho;
- Separar o trabalhador de seus instrumentos;
- Tirar a possibilidade do próprio trabalhador conseguir a matéria prima.
Quem havia acumulado riquezas (comerciantes e industriais), passaram a financiar, organizar e coordenar a produção de mercadorias, definindo o que e quanto produzir.
Isso aconteceu por dois processos:
Cooperação simples – Mantida a hierarquia da produção artesanal, entre o mestre e o aprendiz. O artesão ainda desenvolvia todo processo produtivo.
Processo de manufatura – O trabalhador até continuava a ser artesão, mas não fazia tudo, do começo ao fim. O sapato era feito a muitas mãos, como numa linha de montagem.
A manufatura foi o segundo passo para o surgimento do trabalhador coletivo. O produto tornou-se resultado das atividades de muitos trabalhadores. E o trabalho transformou-se em mercadoria que podia ser vendida e comprada.
Surge então a maquinofatura, onde o espaço de trabalho passou a ser, definitivamente, a fábrica. Com isso, ocorreu o convencimento do trabalhador de que a situação presente era melhor que a anterior. Diversos setores da sociedade colaboraram para que essa mudança ocorresse:
- As igrejas diziam que o trabalho era um bem divino e que quem não trabalhasse não seria abençoado. Não trabalhar era pecado.
- Os governantes criaram varias leis e decretos que penalizavam quem não trabalhasse.
- Os empresários desenvolveram uma disciplina rígida do trabalho.
- As escolas passaram às crianças a ideia de que o trabalho era fundamental para a sociedade.
Na vida real, a história era bem outra. O trabalhador era “livre”, não era mais escravo nem servo, mas trabalhava mais horas do que antes.
Max Weber afirma que isso era necessário para que o capitalismo existisse.

Não foi fácil submeter o trabalhador às longas jornadas e aos rígidos horários, pois a maioria não estava acostumada a isso.
·         A santa segunda-feira.

                         

Trabalho realizado por: Carolina Fontana, Caroline Guerra, Diego Flores, Fernanda Franken e Vitor Weber.
Disciplina: Sociologia
Professora: Ledi Fontana

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