quarta-feira, 14 de novembro de 2012


A QUESTÃO DO TRABALHO NO BRASIL
O trabalho no Brasil está ligado ao envolvimento do país na trama internacional, desde que os portugueses aqui chegaram, no século XVI. A descoberta do Brasil aconteceu porque havia na Europa o movimento das expansões ultramarinas. A produção agrícola para a exportação e a presença da escravidão no Brasil também estão vinculadas à vinda dos europeus. Com a abolição da escravidão, encerrou-se um período de mais de 350 anos de predomínio do trabalho escravo.
Primeiras décadas depois da escravidão
            Os grandes proprietários de terra procuraram trazer imigrantes para trabalhar em suas terras. A primeira experiência de utilização da força de trabalho legalmente livre e estrangeira foi realizada pelo senador Vergueiro, com a ajuda financeira do governo que arcava com os custos da importação. O sistema de trabalho adotado era o colonato, as famílias que aqui chegavam assinavam um contrato nos seguintes termos: o fazendeiro adiantava uma quantia necessária ao transporte e aos gastos iniciais de instalação e sobrevivência dos colonos e de sua família. Estes devim plantar e cuidar de um número de pés de café onde no final da colheita dividiam com o proprietário, essa dívida muitas vezes, passava de pai para filho.
            Os colonos não aceitavam tamanha exploração e muitas vezes fugiam da fazenda ou se revoltavam contra esse sistema, a maioria dessas pessoas foi trabalhar no campo, MS outras se estabeleceram nas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde trabalhavam nas industrias nascentes, no pequeno comércio e como vendedores ambulantes de todo tipo de mercadorias. Os trabalhadores urbanos passaram a reivindicar melhores condições de trabalho, diminuição da carga horária semanal e melhorias salariais. Até o fim da Segunda Guerra, o Brasil continuava a ser um país em que a maioria da população vivia na zona rural, mantendo uma estrutura social, econômica e política vinculada à terra.
Situação do trabalho nos últimos sessenta anos
            Exemplos da diversidade das situações de trabalho que se observam no Brasil:
-Trabalhadores indígenas: que se alimentam das matas.
-Trabalhadores da agropecuária: trabalham com enxadas e facão.
-Trabalhadores empregados em indústrias: em empresas nacionais ou internacionais.
-Trabalhadores do comércio: em shoppings, supermercados, etc.
-Trabalhadores administrativos: em empresas, organizações públicas e privadas.
-Crianças que trabalham em muitas das atividades descritas.
- Trabalhadores submetidos à escravidão por dívida.
            Em 1945 a maior parte da população brasileira vivia na zona rural, em 2010 a maior parte da população vivia na zona urbana.
Emprego e qualificação
A qualificação em determinados ramos da produção é necessária e cada dia mais exigida, mas isso somente para alguns poucos postos de trabalho. A elevação do nível de escolaridade não significa necessariamente emprego no mesmo nível e boas condições de trabalho, a formação universitária, cada dia mais deficiente, não garante àqueles que possuem diploma universitário. Em muitas empresas de limpeza exige-se formação no ensino médio para a atividade de varrição de rua. Jovens doutores são despedidos ou não são contratados por universidades particulares porque recebem salários maiores e as instituições não querem pagar mais.
Trabalho informal
Muitos trabalhadores que desenvolvem suas atividades informais em períodos de crise e recessão, crescem de modo assustador. Para ter uma ideia 34,5% dos 9,4 milhões de indivíduos ocupados têm carteira assinada. O setor informal inclui empregados de pequenas empresas sem registro, indivíduos que desenvolvem por conta própria, atividades como o comércio ambulante, etc.
Desemprego
Na agricultura houve a expansão da mecanização em todas as fases, ocasionando a expulsão de milhares de pessoas, que tomaram o rumo das cidades. Na indústria, a crescente automação das linhas de produção também colocou milhares de pessoas na rua. Em 1980, para produzir 1,5 milhão de veículos, as montadoras empregavam 140 mil operários. Hoje, para produzir 3 milhões de veículos, as montadoras empregavam apenas 90 mil trabalhadores, portanto a modernização tem aumentado o desemprego.
Está faltando uma explicação, que deixará claro que o desemprego não é uma questão individual nem culpa do desempregado, essa explicação está na política desenvolvida no Brasil já mais de vinte anos.




Resumo Sociologia - Capítulo 6, pagina 56.

Al Heliton, Al Lauren , Al Luiza, Al Ávila e Al Luis.

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