A
QUESTÃO DO TRABALHO NO BRASIL
O
trabalho no Brasil está ligado ao envolvimento do país na trama internacional,
desde que os portugueses aqui chegaram, no século XVI. A descoberta do Brasil
aconteceu porque havia na Europa o movimento das expansões ultramarinas. A produção
agrícola para a exportação e a presença da escravidão no Brasil também estão
vinculadas à vinda dos europeus. Com a abolição da escravidão, encerrou-se um
período de mais de 350 anos de predomínio do trabalho escravo.
Primeiras décadas depois da escravidão
Os grandes proprietários de terra procuraram trazer
imigrantes para trabalhar em suas terras. A primeira experiência de utilização
da força de trabalho legalmente livre e estrangeira foi realizada pelo senador
Vergueiro, com a ajuda financeira do governo que arcava com os custos da
importação. O sistema de trabalho adotado era o colonato, as famílias que aqui
chegavam assinavam um contrato nos seguintes termos: o fazendeiro adiantava uma
quantia necessária ao transporte e aos gastos iniciais de instalação e sobrevivência
dos colonos e de sua família. Estes devim plantar e cuidar de um número de pés
de café onde no final da colheita dividiam com o proprietário, essa dívida
muitas vezes, passava de pai para filho.
Os colonos não aceitavam tamanha exploração e muitas
vezes fugiam da fazenda ou se revoltavam contra esse sistema, a maioria dessas
pessoas foi trabalhar no campo, MS outras se estabeleceram nas cidades, como
São Paulo e Rio de Janeiro, onde trabalhavam nas industrias nascentes, no
pequeno comércio e como vendedores ambulantes de todo tipo de mercadorias. Os
trabalhadores urbanos passaram a reivindicar melhores condições de trabalho,
diminuição da carga horária semanal e melhorias salariais. Até o fim da Segunda
Guerra, o Brasil continuava a ser um país em que a maioria da população vivia
na zona rural, mantendo uma estrutura social, econômica e política vinculada à
terra.
Situação
do trabalho nos últimos sessenta anos
Exemplos da diversidade das situações de trabalho que se
observam no Brasil:
-Trabalhadores indígenas: que
se alimentam das matas.
-Trabalhadores da agropecuária:
trabalham com enxadas e facão.
-Trabalhadores empregados em
indústrias: em empresas nacionais ou internacionais.
-Trabalhadores do comércio:
em shoppings, supermercados, etc.
-Trabalhadores
administrativos: em empresas, organizações públicas e privadas.
-Crianças que trabalham em
muitas das atividades descritas.
- Trabalhadores submetidos à
escravidão por dívida.
Em 1945 a maior parte da população brasileira vivia na
zona rural, em 2010 a maior parte da população vivia na zona urbana.
Emprego
e qualificação
A
qualificação em determinados ramos da produção é necessária e cada dia mais
exigida, mas isso somente para alguns poucos postos de trabalho. A elevação do
nível de escolaridade não significa necessariamente emprego no mesmo nível e
boas condições de trabalho, a formação universitária, cada dia mais deficiente,
não garante àqueles que possuem diploma universitário. Em muitas empresas de
limpeza exige-se formação no ensino médio para a atividade de varrição de rua. Jovens
doutores são despedidos ou não são contratados por universidades particulares
porque recebem salários maiores e as instituições não querem pagar mais.
Trabalho informal
Muitos
trabalhadores que desenvolvem suas atividades informais em períodos de crise e
recessão, crescem de modo assustador. Para ter uma ideia 34,5% dos 9,4 milhões
de indivíduos ocupados têm carteira assinada. O setor informal inclui
empregados de pequenas empresas sem registro, indivíduos que desenvolvem por
conta própria, atividades como o comércio ambulante, etc.
Desemprego
Na
agricultura houve a expansão da mecanização em todas as fases, ocasionando a
expulsão de milhares de pessoas, que tomaram o rumo das cidades. Na indústria,
a crescente automação das linhas de produção também colocou milhares de pessoas
na rua. Em 1980, para produzir 1,5 milhão de veículos, as montadoras empregavam
140 mil operários. Hoje, para produzir 3 milhões de veículos, as montadoras
empregavam apenas 90 mil trabalhadores, portanto a modernização tem aumentado o
desemprego.
Está
faltando uma explicação, que deixará claro que o desemprego não é uma questão
individual nem culpa do desempregado, essa explicação está na política desenvolvida
no Brasil já mais de vinte anos.
Resumo Sociologia - Capítulo 6, pagina 56.
Al Heliton, Al Lauren , Al Luiza, Al Ávila e Al Luis.
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